Ainda sobre as vantagens de viver offline

Aqui sigo entre um e outro código, numa ansiedade só, mas gostaria de dar uma passada rápida por aqui. Continuando o raciocínio sobre todos os benefícios que obtive desde que saí das redes sociais, há exatamente 9 meses, um dos fatores me chamou mais atenção: o consumismo.

É gritante a influência que essas mídias exercem sobre nossos hábitos de consumo e a minha proposta é refletirmos sobre isso. Em essência esses ambientes sobrevivem com a veiculação de propagandas pagas feitas para um público específico que, voluntariamente, fornece dados demográficos e de preferências. Quando os usuários aceitam essas condições, as campanhas são feitas cada vez melhor segmentadas e sofremos uma enxurrada de anúncios. Acompanhar mais de perto a vida dos nossos é ver anúncios: justificativa de existência das mídias sociais que percebeu a necessidade de sociabilidade humana para faturar.

Eu diminuí de maneira drástica a compra de supérfluos desde que deletei minhas contas. Além de tudo, ficamos querendo impressionar os outros fazendo dívidas desnecessárias. Já existem estudos que apontam não apenas as implicações em transtornos de ansiedade e depressão, como o aumento do volume de compras. Com a quarentena da pandemia então, nem se fala.

Minha tia tá morando comigo e eu só a vejo acessando loja toda vez que está on-line. Há uns dias eu abandonei um carrinho de compras. Por duas vezes cheguei até a gerar um boleto e acabei efetivando o pagamento do último. O tédio e a falta de opções acabam nos conduzindo a comprar itens dos quais não necessitamos. Isso reflete no alcance das nossas metas financeiras, já que estamos gastando com coisas que queremos hoje e não precisamos, como vamos realizar nossos sonhos? Desde criança minha mãe me educou a priorizar educação. Eu ficava sem comprar roupa nova nem o celular da moda, mas o material escolar e a mensalidade da escola sempre estavam em dia.

Muitas vezes ela deixou de comprar coisas pra ela e quando eu era criança e mais ainda adolescente não compreendia a razão real daquelas concessões em nome dos meus estudos. Hoje eu entendo e, inclusive, quitei meu MBA que foi um investimento alto e precisei adiar alguns outros sonhos. Eu sempre achei que não estava me priorizando a cada vez que abri mão dos meus gostos do presente, contudo tenho certeza que orgulho minha mãe e também dou orgulho a Mariana lá de trás. Espero poder ajudar a vocês e a mim mesma no questionamento acerca de cada compra impulsiva realizada e suas consequências.

P.S.: Esqueci de salientar que voltei rapidamente ao Insta pra dar uma espiada e percebi a quantidade absurda de páginas de e-commerce que eu seguia. Suponho que 50%!!!! Saí dando unfollow até desativar minha conta novamente. Se algum dia eu voltar, não quero mais comprar de maneira descontrolada. Selecionarei com critério o tipo de conteúdo que quero consumir. E auto controle, planejamento e meta são tudo pra mim!!

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